27 dias pra 29.
Vento pré chuva, refeitório e eu sentada na cadeira do fundo apressando o traço antes que o intervalo finalize, torcendo pra que nenhum colega interrompa o fluxo de ideias.
A mesa branca e com cheiro de marmita é bem diferente da minha preferida de casa, onde posso me sentar à vontade com roupas confortáveis.
O “recreio de adulto” não é tão legal. As conversas são limitadas porque o ambiente não permite muito escopo pra imaginação, como diz Anne.
As pernas flutuam no tronco. Errei. Só mais dez minutos, estão acabando minhas chances...
Começou a chuva. Gosto de desenhar ao som da chuva que sempre cai no telhado lá de casa, mas agora não posso fugir daqui.
Fugir é sempre de uma prisão. Prisão, na teoria, é para aqueles que cometeram algo muito ruim e eu penso qual foi meu crime pra não conseguir realizar coisas t ã o, s i m p l e s.




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